Resenha: Horas Noturnas - Bianca Carvalho

sexta-feira, 21 de julho de 2017
Inglaterra, 1863. Uma bela e delicada mulher com inteligência para a investigação... Um charmoso caçador de assassinos tornando-se lenda por eliminá-los com requientes de crueldade... Um assassino que deixa charadas, com sede de sangue e um gosto peculiar por Edgar Allan Poe... Três almas unidas com diferentes propósitos. Apenas uma chance de sobreviver. Quando a noite cai, todas as almas possuem um gosto pela maldade... 











❤ Autor: Bianca Carvalho   ❤ Páginas: 200     Editora: EraEclipse

Um livro curtinho. Com um plot muito interessante e chamativo. Uma autora elogiada nas redes. E uma capa bem feita, que reflete super bem a história.
Horas Noturnas foi uma grata surpresa, de princípio ao fim.
Estava com o pé atrás no princípio. Não sabia se a história era mesmo tudo aquilo que as resenhas diziam, e não sabia bem o quê esperar, já que nunca havia lido nada da autora, no entanto, foi uma leitura deliciosa, que me conquistou e me surpreendeu.

Horas Noturnas tem uma vibe de Jack O estripador + Sherlock Holmes. E o melhor de tudo é que aqui, o nosso Sherlock usa saias. Eu adoro mocinhas que não resistem à investigar um mistério e não tem medo de becos escuros, assassinos impiedosos ou duques intrometidos. Realmente me conquista de primeira quando sei que encontrei esses ingredientes em uma história. Como se fosse pouco, agrega-se a ambientação, a Londres da era vitoriana e voilá... sei que tinha que ler esse livro e não me arrependo de haver lido.
A história é muito bem narrada, conduzida com maestria pela autora até o final, e aliás, que final bem cuidado, sem deixar nenhuma ponta solta e ainda nos brindando com um epílogo que nos deixa com um sorrisinho no rosto. 

Os personagens são interessantes e diferentes entre si. Como principais teremos a família Lestrange. Maryanne Lestrange, a protagonista, é a filha de um investigador importante da cidade, um homem perspicaz que consegue resolver os mistérios mais intrincados. Joseph Lestrange não atua sozinho na verdade. Maryanne herdou do pai a facilidade em desvendar enigmas, e o amor por prender criminosos e lutar contra o crime. Juntos, Lestrange e sua filha, são imbatíveis. Até o momento em que um assassino cruel aparece levando terror às ruas. Quem é o homem que mata as suas vítimas deixando como enigmas fragmentos das poesias de Edgar Alan Poe? Como ele escolhe as suas vítimas? E como parar um assassino que parece ser tão astuto quanto à própria Maryanne e seu pai?
Nesse jogo inteligente de gato e rato, teremos um jogador extra. O misterioso Caçador. Um homem que sai pelas madrugadas, praticando justiça e punindo criminosos, uma espécie de Zorro mascarado, que por trás da máscara esconde um passado de aflição.
Maryanne se sente irremediavelmente atraída pelo Caçador, porém, enquanto a faísca da paixão parece arder mais forte, o brutal assassino continua aumentando a pilha de cadáveres em Londres e Maryanne e seus aliados precisam desvendar sua identidade antes de que o assassino chegue até eles primeiro. 

Maryanne foi uma protagonista que me agradou em grande parte da história. Em seu contra tenho à dizer que por muitos momentos suas atitudes me pareceram demasiado modernas para uma moça da era vitoriana. Maryanne chega a ser um pouco insolente, teimosa demais, até mesmo rebelde. Acho que é normal pessoas de caráter forte agirem com teimosia, porém, muitas coisas no comportamento de Maryanne não condizem com a época em que a história está retratada e esse foi um ponto que me incomodou algumas vezes.
Quanto aos outros personagens, todos estavam maravilhosamente bem descritos, e se encaixavam à perfeição com o contexto histórico. 

A narrativa da autora é muito boa. Bianca sabe como prender o leitor, se nota um trabalho de pesquisa profundo na construção do mistério, e o detalhe das poesias de Edgar A. Poe confere todo um charme extra à história, é muito interessante desvendar junto com Maryanne o significado oculto por detrás de cada mensagem. 
Quanto a ambientação, ficou à desejar. A Londres da era vitoriana certamente é um dos períodos mais apaixonantes e retratados na literatura histórica. Os costumes, os lugares, os bailes, tudo é tão rico em informaçoes e tão suntuoso que qualquer novela que consiga imergir o leitor nessa época, será bem sucedida. Achei que a ambientação foi desaproveitada pela autora. Há pouquíssimas descriçoes e nessa história, achei que fez falta.

No contexto geral, foi uma leitura rápida, amena e que valeu a pena. O final foi muito imprevisivel e por nenhum momento consegui suspeitar da identidade do assassino.
Certamente recomendo a leitura do livro, principalmente para aqueles que gostam de uma boa história de detetives, ambientada em tempos mais antigos.



Alice Duarte
25 invernos, Mãe de dois, Casada, Leitora compulsiva, Drama queen, Fashion victim, Coffee addict, Intento de blogueira. Autora do blog Um Blog Litteraire.


Resenha: Esqueça o Amanhã - Pintip Dunn

quarta-feira, 19 de julho de 2017
Em uma sociedade onde jovens recebem uma visão de seu futuro quando completam 17 anos, todos têm uma carreira a qual dedicar seus esforços. Um campeão de natação, um renomado cientista, um chef de sucesso... ou, no caso de Callie, uma assassina.Em sua visão, a garota se vê matando a própria irmã. Antes que ela possa entender o que aconteceu, Callie é presa – e a única pessoa capaz de ajudá-la é Logan, uma paixonite de infância com quem não fala há cinco anos. Agora, Callie precisa descobrir uma forma de proteger sua irmã da pior das ameaças: ela mesma.





                             
                      ❤ Autor: Pintip Dunn  ❤ Páginas:384   Editora: Galera Record

Em Éden City, uma cidade futurística, todas as pessoas ao completar 17 anos recebem uma memória de seu futuro. A memória determina todo o rumo que aquele jovem deve tomar, se ele se vê como um grande ator, ele vai fazer de tudo para que a visão se torne realidade, mesmo que esse não seja o seu desejo. Porém, também existem as memórias ruins, que mostram assassinatos, mortes, crimes, e esse é o caso da nossa protagonista Callie.
“Às vezes parece que passei a minha vida inteira esperando fazer 17 anos. Meço meus dias não pelas experiências, mas pelo tempo que resta até receber minha memória, a memória, aquela que deve dar significado à minha vida”.
Callie é uma garota que sonha em ser uma grande chef de cozinha, sempre achou que sua memória a mostraria como uma grande cozinheira, mas não foi bem assim. Sua visão mostrou que ela mataria a própria irmã. Para impedir que a memória se realize, Callie se entrega as autoridades e é presa em um lugar conhecido como "limbo", lá ela conhece outras garotas em situação semelhante à dela e começa a perceber que o governo talvez não seja tão "bondoso" como parece e que ter se entregado foi a pior escolha que ela fez. 



Após esse mini resumo, já imaginamos que o livro vai ser uma super distopia, com vários acontecimentos marcantes e grandes feitos. Mas na realidade as coisas não foram bem assim, Pintip tinha uma ideia brilhante, personagens ótimos e um enredo que poderia ser muito bem aproveitado, mas nada disso aconteceu, grande parte do livro foca apenas no romance entre Callie e sua paixão de infância, Logan; o que faz com que tenhamos inúmeras cenas de Callie divagando sobre sua atração por Logan, sua beleza, sua vontade de beija-lo e etc. 

Não me julguem, quem acompanha o blog sabe que eu AMO um bom romance, mas acho que nesse livro a autora poderia ter abordado outros assuntos e deixado o romance em segundo plano, apenas como um complemento dos persongens. Ao meu ver, assuntos importantes como as pessoas paranormais, os fugitivos do governo que se exilaram em um lugar secreto, o sumiço do pai de Callie, entre outras coisas, poderiam ter sido bem mais explorados. Toda a parte de busca por repostas, de revolução, de "heroísmo", foi deixada em segundo plano em vista de um romance meio forçado e em momentos inoportunos.

Exemplar cedido pela editora

Apesar de toda essa minha reclamação, o livro não é todo ruim, foi decepcionante sim, mas a autora acertou na narrativa e na escrita, mesmo com a decepção, o livro ainda me prendeu na leitura, com uma escrita leve e fluída, que faz as páginas serem devoradas em poucos dias. Nos momentos finais do livro, algumas revelações começaram a ser feitas e o desfecho foi um mega gancho para uma continuação. Confesso que o final me agradou, apesar de eu não ter gostado do romance exagerado, estou empolgada pelas respostas que o segundo livro trará, com certeza lerei. 
“A esperança, por mais irracional que seja, é uma coisa poderosa. Quando as probabilidades estão contra nós, quando a batalha parece insuperável, pode ser que só a esperança nos faça continuar”.
 Enfim, "Esqueça o amanhã" não é a grande história que prometeu ser, mas é um livro muito bem escrito, que nos proporciona uma leitura bem agradável,  vale a pena vocês lerem, pois acredito que os próximos livros trarão grandes feitos e a série como um todo será muito boa. <3

SOBRE A SÉRIE: 

"Esqueça o amanhã" é o primeiro livro de um série com o mesmo nome. O segundo livro "Remember Yesterday" já está disponível para compra nos EUA e ainda não tem data prevista de lançamento no Brasil. 

Sarah Fernandes
Capricorniana, futura Arquiteta, amante dos livros, louca por um bom filme e uma bela xícara de café.


Resenha - Graceling O Dom Extraordinário: Kristin Cashore

segunda-feira, 17 de julho de 2017
A jovem guerreira Katsa tem olhos de cores diferentes: um azul e outro verde. Esta peculiaridade não ressalta apenas a beleza da jovem, mas também a marca de um verdadeiro graceling, alguém com um dom extraordinário. Alguns são excelentes nadadores, dançarinos, cozinheiros, matemáticos. Mas o dom de Katsa é diferente e único: ela possui a habilidade de lutar e matar. Por causa disto, é usada como assassina pelo cruel rei de Middluns, o seu próprio tio. Consumida pela culpa, Katsa cria o Conselho, uma confraria, a partir da qual passa a promover missões secretas para prevenir injustiças e lutar pela liberdade. Combinando elementos de fantasia e romance, Cashore retrata habilmente as crises, descobertas e angústias de Katsa. Evitada e temida pelo seu Dom, a jovem luta com questões de liberdade, verdade e lealdade enquanto tenta sair do domínio maligno de seu tio. Uma tarefa complicada para quem cresceu sem muitos amigos.
                 
                 

                      ❤ Autor: Kristin Cashore  ❤ Páginas:491   Editora: Rocco
Os gracelings são pessoas agraciadas com um dom: desde a habilidade para dança ao poder de introduzir pensamentos em outrem, eles são identificados por possuírem olhos de cores diferentes e eles levam tempo para se fixarem. A paz habita os sete reinos e nunca existe necessidade de uma guerra. A maioria dos governantes são homens pacíficos e bondosos com seu povo, assim como é a fama do rei Leck de Monsea. Porém, seguindo o oposto, o rei Randa de Middlus é tirano e ganancioso. Randa usa de sua sobrinha Katsa - agraciada com o poder do assassinato e uma lutadora excepcional- para que ela cobre dividas de lordes ou quaisquer tipos de pendências a seu favor. A garota era obrigada a cumprir as missões do rei, com a observação de causar dor às suas vitimas ou até mesmo matá-los.

Katsa criou o Conselho junto à seus amigos com o fim de evitar injustiças e combater criminosos em todo o conjunto de reinos. A garota é impecável em todos os tipos de combate e isso a permitia cumprir missões complexas, mas sem sentir dificuldades alguma nelas. Ao saber que o pai do rei Ror, de Lienid havia sido seqüestrado, a guerreira parte para salvá-lo e consegue  deixa-lo em segurança na companhia de seu primo, príncipe Raffin, enquanto ela parte para descobrir as motivações do crime. Ao conhecer o príncipe Po de Lienid, ele a ajuda a investigar o seqüestro seguindo indícios deixados em cada reino em uma viagem extensa.
 “Uma garota agraciada com o assassinato, uma criminosa real? Uma garota que não queria os maridos que Randa tinha empurrado para ela, homens perfeitamente lindos e cuidadosos.”

 Po busca pelo seqüestrador de seu avô com a ajuda de katsa como representante do conselho, mas ao descobrir o criminoso, os dois se vêem em uma emboscada, comprometidos também no resgate da jovem princesa Bitterblue de Monsea, a missão se torna cada vez mais arriscada. Varios segredos comprometem os heróis e colocam em risco tudo o que eles podem fazer. Durante a viagem, um sentimento novo se cria entre os dois e mesmo quando a guerreira diz que jamais se casará e nunca deixará sua liberdade, o amor que ela sente pelo príncipe fará com que muitas coisas se transformem diante de seu coração.

Mesmo Katsa sendo usada como uma lutadora e assassina fria nas mãos de Randa, a garota cresce de maneira bondosa e busca sempre agir com justiça apesar de toda a rigidez em tudo o que faz. Po é um jovem fugaz e ótimo lutador, enquanto seu senso de humor lhe confere uma identidade promissora em tantos sentidos. Raffin é o filho do rei Randa e herdeiro de Middlus, porém nunca demonstrou verdadeiro interesse nas tarefas de um comandante. A conexão dada entre Po e Katsa é incomum: a jovem sempre rejeitou a ideia do matrimonio e esse relacionamento não consegue convencer a garota do contrario. A amizade de Raffin se mostra muito importante para que todos os elos criados até então não se percam ante a fúria contida em Katsa, já que é a única pessoa a qual a guerreira escuta. 

O texto é de fácil compreensão, mas a escrita em terceira pessoa omite detalhes profundos do que esta sendo citado. A linguagem simples constrói uma historia leve e contada com a calma necessária para que a autora desenvolva sua idéia. A rebeldia dos personagens torna o enredo conquistador e forte. A bravura de todos eles exerce a função de fixar o leitor á historia, enquanto as reviravoltas dão ar as emoções mais profundas. Trata-se de uma trilogia com uma fantasia inédita, com pouco romance e muita aventura em um clima medieval pacifico. Uma leitura agradável que garante a nota 4 à obra de estréia da promissora Kristin Cashore.

Mariene Pettioti
20 anos. Geminiana do coração de flores. Viagem dos sonhos: Estrada Real, prisioneira de histórias, lava a alma com chuva, músicas narram momentos.


Lançamento Mês de Julho: Editora Arqueiro

terça-feira, 11 de julho de 2017

Meus dias com você
Quando o marido de Zoe morre, o mundo dela desaba. Mas e se fosse possível tê-lo de volta? Numa fatídica manhã, Ed e Zoe têm uma discussão terrível, algo recorrente no seu casamento em crise, e ela acaba se despedindo de forma brusca quando ele sai para o trabalho. Pouco tempo depois, um ônibus acerta a bicicleta de Ed, matando-o e deixando Zoe arrasada por não ter lhe dito quanto o amava. Se tivessem ficado mais um pouco juntos aquela manhã, ele ainda estaria vivo? Será que poderiam ter reconstruído o amor que os unira? Após dois meses, Zoe ainda não conseguiu se conformar. De luto, decide cuidar do jardim do marido, quando acaba caindo e desmaiando. Então, algo estranho acontece: ao acordar, ela está em 1993, no dia em que conheceu Ed na faculdade. A partir desse instante, Zoe passa a reviver momentos cruciais de sua vida e percebe que talvez tenha conseguido uma segunda chance: uma oportunidade de fazer tudo diferente, de focar naquilo que realmente importa, de mudar os rumos do relacionamento – e, quem sabe, o destino de seu grande amor.

Uma noite inesquecível 
O Natal está se aproximando e Rafe Bowman acaba de chegar a Londres para uma união arranjada com Natalie Blandford. Com sua beleza estonteante e o físico imponente, ele tem certeza de que a linda aristocrata logo cairá a seus pés. No entanto, seus terríveis modos americanos e sua péssima reputação de farrista deixam Hannah, a prima da moça, chocada. Determinada a proteger Natalie, ela vai tornar a tarefa de cortejar a jovem muito mais difícil do que Rafe esperava. Hannah, porém, logo começa a se importar mais do que gostaria com o rude pretendente da prima. Rafe, por sua vez, passa a apreciar um pouco demais a companhia de Hannah, uma mulher forte e pragmática com um coração doce e gentil. E quando Daisy, Lillian, Annabelle e Evie, quatro amigas inseparáveis que já conseguiram encontrar o homem de seus sonhos, decidem agir como cupidos, quem sabe o que pode acontecer? Uma noite inesquecível é uma viagem mágica pela Londres vitoriana, com os diálogos espirituosos e personagens memoráveis que consagraram Lisa Kleypas como uma das autoras de romances de época mais aclamadas pelo público. Nesta continuação da série As Quatro Estações do Amor, os mais cínicos se tornam românticos e até os mais tímidos suspiram, arrebatados de paixão.

O último adeus 
River Kipling, mais conhecido como Capitão, está em Rosemary Beach para montar um restaurante de luxo para seu patrão. Dono de um passado sórdido e de um presente misterioso, ele não vê a hora de concluir o trabalho e ir embora da cidade para realizar seu sonho: abrir um negócio próprio à beira-mar num lugar onde ninguém tenha ouvido falar dele. Mas, quando Capitão conhece Rose Henderson, sua ânsia de partir de repente fica em segundo plano. Há algo na risada dela que é familiar demais, e o modo como ela olha para ele o faz lembrar de alguém importante que perdeu há muito tempo. No entanto, a única coisa que Rose revela é que é uma mãe solteira que trabalha duro para sustentar a filha. Enquanto tenta desvendar os segredos da linda ruiva de óculos engraçadinhos e curvas estonteantes e entender por que ela mexe tanto com seus sentimentos, Capitão precisa fugir da marcação cerrada de Elle, a ex-namorada que não mede esforços para afastá-lo de Rose. Ao mesmo tempo, tem que encarar os fantasmas de seu passado para se tornar um homem melhor e construir um futuro do qual possa se orgulhar. Nesta sequência da série Rosemary Beach, Abbi Glines mais uma vez escreve uma narrativa ardente e emocionante. Com personagens verossímeis e heróis imperfeitos, O último adeus fala sobre o inesgotável poder de transformação do amor.


A maldição de Hollow
Quando tinham apenas 10 anos, Fox, Cal e Gage libertaram um demônio aprisionado havia séculos ao fazerem um pacto de sangue sobre a Pedra Pagã. O inocente ritual deu poderes sobrenaturais aos três jovens, mas lançou uma terrível maldição sobre Hawkins Hollow: a cada sete anos, a cidade é dominada por atos de loucura, violência e destruição. Vinte e um anos depois, esses irmãos de sangue começam a enfrentar mais um ciclo de batalhas contra o demônio, que terá seu auge no sétimo mês. Mas desta vez não estarão sozinhos: ao lado do trio de amigos estão Quinn, Layla e Cybil, três mulheres corajosas ligadas a eles pelo destino. Fox O’Dell, o advogado da cidade, é capaz de ler mentes, um talento que compartilha com Layla Darnell. A conexão entre eles pode se tornar o trunfo de que o grupo precisa para derrotar as trevas que ameaçam engolir a cidade. Porém, Layla está tendo dificuldade em lidar com sua recém-descoberta habilidade e com a forte atração que sente por Fox. Em “A maldição de Hollow”, Nora Roberts dá continuidade à trilogia A Sina do Sete e prepara o leitor para o emocionante clímax dessa batalha sobrenatural em busca da salvação de uma pequena cidade.

O duelo dos imortais 
Quem são os deuses que regem os caminhos e descaminhos de Amon e Lily, os corajosos heróis da série Deuses do Egito? Por que esses deuses tramam conquistas e vinganças, envolvendo a humanidade em suas maquinações? E por que deixam nos ombros de alguns jovens mortais a responsabilidade pela salvação do mundo? Antes que Lily e Amon se encontrassem, antes mesmo que o caos dominasse o cosmos e os deuses precisassem de três irmãos corajosos para combater o mal, muita coisa já estava em jogo. Em O duelo dos imortais, vamos conhecer a história dos quatro irmãos que assistiam, com seus poderes especiais, o grande Amon-Rá no governo da Terra: Osíris, o generoso deus da agricultura, que ajuda os mortais a crescer e prosperar em seu ambiente natural. Ísis, a linda deusa da criação, que promove a saúde e o bem-estar. Néftis, a doce vidente, que mantém o equilíbrio entre os seres vivos e o universo. E por último Seth, o mais jovem, que cresceu desprovido de poderes e desprezado por todos. Quando, finalmente, os poderes de Seth se manifestam, que efeito sobre a humanidade terá a perigosa mistura de uma infância marcada pela rejeição, uma intensa paixão não correspondida e o incrível poder de desfazer coisas, pessoas... e até deuses? Romance, traição e vingança são os fios que tecem esta trama surpreendente, cujos personagens imortais despertam em nós os mais profundos sentimentos.

A revolta de atlas
Na mitologia grega, o titã Atlas recebe de Zeus o castigo eterno de carregar nos ombros o peso dos céus. Neste clássico romance de Ayn Rand, os pensadores, os inovadores e os indivíduos criativos suportam o peso de um mundo decadente enquanto são explorados por parasitas que não reconhecem o valor do trabalho e da produtividade e que se valem da corrupção, da mediocridade e da burocracia para impedir o progresso individual e da sociedade. Mas até quando eles vão aguentar? Considerado o livro mais influente nos Estados Unidos depois da Bíblia, segundo a Biblioteca do Congresso americano, A revolta de Atlas é um romance monumental. A história se passa numa época imprecisa, quando as forças políticas de esquerda estão no poder. Último baluarte do que ainda resta do capitalismo num mundo infestado de repúblicas populares, os Estados Unidos estão em decadência e sua economia caminha para o colapso. Nesse cenário desolador em que a intervenção estatal se sobrepõe a qualquer iniciativa privada de reerguer a economia, os principais líderes da indústria, do empresariado, das ciências e das artes começam a sumir sem deixar pistas. Com medidas arbitrárias e leis manipuladas, o Estado logo se apossa de suas propriedades e invenções, mas não é capaz de manter a lucratividade de seus negócios. Mas a greve de cérebros motivada por um Estado improdutivo à beira da ruína vai cobrar um preço muito alto. E é o homem – e toda a sociedade – quem irá pagar. Ayn Rand traça um panorama estarrecedor de uma realidade em que o desaparecimento das mentes criativas põe em xeque toda a existência. Com personagens fascinantes, como o gênio criador que se transforma num playboy irresponsável, o poderoso industrial do aço que não sabe que trabalha para a própria destruição e a mulher de fibra que tenta recuperar uma ferrovia transcontinental, a autora apresenta os princípios de sua filosofia: a defesa da razão, do individualismo, do livre mercado e da liberdade de expressão, bem como os valores segundo os quais o homem deve viver – a racionalidade, a honestidade, a justiça, a independência, a integridade, a produtividade e o orgulho.


Ingrid Micthell
Escorpiana, 23 anos, apaixonada por livros e uma boa musica, um desejo? Inverno para uma vida inteira! Sonho em ser publicitaria, criei o blog com intenção de levar a todos minha experiências nos muitos personagem e historias que me transforma em cada livro.


Resenha: A Joia - Amy Ewing

sexta-feira, 7 de julho de 2017
A JoiaJoias são sinônimo de riqueza, são sinônimo de encanto. A Joia é a própria realeza. Para garotas como Violet, no entanto, a Joia quer dizer uma vida de servidão. Violet nasceu e cresceu no Pantano, um dos cinco círculos da Cidade Solitária. Por ser fértil, Violet é especial, tendo sido separada de sua família ainda criança para ser treinada durante anos a fim de servir aos membros da realeza. Agora, aos dezessete anos, ela finalmente partirá para a Joia, onde iniciará a sua vida como substituta. Mas aos poucos, Violet descobrirá a crueldade por trás de toda a beleza reluzente - e terá que lutar por sua própria sobrevivência. Quando uma improvável amizade oferece a Violet uma saída que ela jamais achou ser possível, ela irá se agarrar à esperança de uma vida melhor. Mas uma linda e intensa paixão pode colocar tudo em risco. Em seu livro de estréia, Amy Ewing cria uma rede de intrigas e reviravoltas na qual os ricos e poderosos estão mais envolvidos do que se possa imaginar, e onde o desejo por saber o destino de Violet manterá o leitor envolvido até a última página.  
❤ Autor:  Amy Ewing   ❤ Páginas: 352     Editora: Leya


A Joia é uma trilogia que já há algum tempo me chamava a atenção. Quando a V&R Argentina anunciou por aqui a publicação da terceira e última parte da trilogia me animei ainda mais a dar uma oportunidade à essa história, no entanto, admito que não tinha demasiadas expectativas. Em um primeiro momento, seja pela capa, seja pela premissa inicial, se pode notar facilmente a semelhança dessa saga com outra famosa série, A Seleção de Kiera Cass. e era justamente essa semelhança com A Seleção (uma saga que não me encantou completamente embora, admito, tem bons momentos) que me deixava com o pé atrás. 
Felizmente, A Joia consegue se afastar bastante da história de Kiera Cass no decorrer das páginas. Amy Ewing soube trazer-nos uma história diferente, com uma sociedade peculiar que apresenta ao leitor à todo o momento revelações inesperadas e segredos, à primeira vista, confusos. 

A Cidade Solitária é um território dividido em zonas. A Fumaça, Fazenda, Pantano, O Banco e, finalmente, A Joia, a parte privilegiada, onde vive a nobreza. 
Por circunstancias misteriosas, as mulheres da Joia se tornaram incapazes de gerar filhos. A maioria das crianças nascidas da aristocracia, nasceu defeituosa ou, morreu ainda nos primeiros anos de vida. Se tornou impossível aos habitantes da Joia gerar filhos saudáveis. 
Curiosamente, fenômeno oposto ocorre no Pantano, a região mais pobre da Cidade Solitária. 
Algumas das meninas nascidas no Pantano nasceram com dons especiais, os chamados Auguries e, por meio destes dons são capazes de conceber não apenas filhos saudáveis, mas também perfeitos. Desta maneira, a poderosa realeza descobriu que poderia usar essas meninas como Substitutas, emprestando seus corpos para que possam ser usados para conceber filhos perfeitos para os habitantes da Joia.
Assim, as meninas são submetidas desde tenra idade à testes para descobrir se são portadoras dos Auguries e aquelas que, como Violet Lasting, são portadoras dos dons, são levadas de suas familias, exiladas até atingir a idade fértil e, então, leiloadas aos habitantes da Jóia, que não se importam em pagar preços altos para ter o privilégio de possuir uma substituta que poderá gerar um herdeiro ou herdeira para alguma poderosa familia.
Violet, assim como outras meninas, teve seu nome, sua identidade e seu passado apagado. Agora ela é apenas a garota número 197, e após o leilão, se tornará propriedade. Quando a poderosa Duquesa do Lago a compra, Violet não sabe bem o que esperar da nova vida. 
Luxo, riqueza, jóias, vestidos caros e festas glamourosas farão parte da rotina de Violet à partir deste momento porém, Violet sabe que é apenas uma propriedade, usada para conceber um filho e após isso, descartada, sendo enviada à reclusão em uma terra desconhecida. 
O grande problema é que durante sua jornada na Joia, Violet descobrirá que nem tudo é tão simples e que há segredos ocultos prontos para sair à luz, revoluções sendo preparadas e, um aterrorizante movimento que coloca em risco não apenas a sobrevivência das substitutas como Violet, mas também divide uma sociedade poderosa que, no entanto, pode estar à beira de um colapso. 

Sei que a sensação ao ler a premissa de a Joia é certamente a de um deja-vu. "Ei, eu ja vi isso!" ou "vaya, isso parece com aquele outro livro". No entanto, apesar das semelhanças com algumas outras distopias já lidas e discutidas em diversos blogs, Amy Ewing conseguiu trazer-nos uma história envolvente, com personagens únicos e com muitos pontos originais e imprevisíveis. 
Violet, a protagonista, é uma mocinha forte e decidida. Ela não tem medo do desconhecido, e é uma defensora leal dos seus. Há um determinado momento em que a personagem exaspera, pois quer se portar como um modelo de mártir, atitude bastante comum em protagonistas de distopias, porém, em um contexto geral, acompanhar a trajetória de Violet foi bastante interessante. 
Há outros personagens que, em principio aparecerem de maneira secundária e aos poucos adquirem importancia, eu realmente gostei da maneira como a autora consegue inserir cada personagem sem permitir que o leitor possa prever de antemão as intenções reais de cada um. 
Há muitos segredos para serem revelados e no universo fascinante e perverso criado por Amy Ewing, o inesperado parece ser sempre um fato constante. 
A Joia não é um romance. É uma distopia, no sentido mais literal. A ambientação é rica em detalhes, e a narrativa possui um ar obscuro, garantindo sempre um toque de mistério.

Algo que realmente não me convenceu nesta primeira parte foi justamente o romance. Forçado, precipitado e sem sentido. A maneira como a relação de Violet e Ash se desenvolve me pareceu um pouco surreal e apressada, como se a autora não quisesse realmente se focar no casal. O romance, para dizer a verdade, é desnecessário nesta primeira parte e ficou a sensação de que fica sobrando na historia, dando a impressão de ter sido inserido por pura casualidade. Ainda teremos mais dois livros adiante, e pode ser que nos próximos o amor de Violet e Ash termine por me encantar, mas, até o momento, não chega a ser um casal que realmente tenha deixado marca. 

Embora não tenha muitas cenas de ação, A Joia é um livro carregado de suspense, que mantém o leitor pegado ás suas paginas justamente por conta do clima tenso e conspiratório que parece prevalecer nas páginas dessa historia. 
O final, bastante dramático, me pareceu adequado porém, falta emoção. Os fatos acontecem muito rápido no final e algumas coisas ficam sem explicação. Ainda assim, a autora consegue deixar um gancho interessante para a segunda parte, A Rosa Branca.

Resumindo, A Joia foi muito mais do que eu esperava, e certamente possui o mérito de sua autora conseguir trazer-nos uma historia nova e original apesar das semelhanças iniciais com outra trilogia famosa. Um livro que se lê rapidamente e que apresenta uma sociedade poderosa com ideais egoistas e distorcidos que, por muitos momentos, surpreende o leitor e nos deixa ávidos por descobrir mais deste peculiar universo criado por Amy Ewing.



Alice Duarte
25 invernos, Mãe de dois, Casada, Leitora compulsiva, Drama queen, Fashion victim, Coffee addict, Intento de blogueira. Autora do blog Um Blog Litteraire.
 
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