Há uma semana a garota acordou sobre os trilhos de Los Angeles sem se lembrar quem ela é. E descobriu que faz parte de um jogo. Mas a única coisa de que têm certeza é de que estão tentando matá-la. Depois de ter sido traída por seu único amigo, ela foge para Nova York com um garoto que diz conhecê-la. Mas será que pode confiar nele? O que adianta encontrar os outros? Quem são essas pessoas? À medida que a perseguição esquenta, ela vai aos poucos recuperando a memória. Porém, seu passado não pode salvá-la, e um só movimento errado pode acabar com este jogo.
❤ Autor: Anna Carey ❤ Páginas: 224 ❤ Editora: Plataforma 21
Sunny agora é uma fugitiva, o prêmio de um jogo mortal. Ela sabe que possui inimigos poderosos e ocultos e que está sendo literalmente caçada. Enquanto sua memória parece voltar aos poucos, novos personagens surgem nos caminhos da protagonista, velhos conhecidos com algumas respostas das quais ela precisa. Porém, poderá ela confiar novamente em alguém após tantas traições?
Segunda parte da bilogia Blackbird, escrita pela autora Anna Carey, Deadfall parece voltar a incorrer no mesmo erro do livro anterior. Uma história com uma boa premissa, uma idéia interessante onde, porém, eu não consegui me encontrar em quase nenhum momento.
A autora nos apresenta mais uma vez sua forma de narrativa peculiar: em segunda pessoa.
Por um lado, admiro a coragem de Anna Carey ao escrever um suspense juvenil em uma forma de narração tão inusual. Por outro lado, há certas apostas que nem sempre são certeiras e, ao meu ver, se Deadfall e sua antecessora Blackbird, tivessem sido manejados com uma forma de narrativa diferente, sinto que teria desfrutado muito mais dessa saga.
Essa forma narrativa que tanto me molestou durante a leitura, me fez impossível empatizar com a protagonista ou com qualquer um dos personagens. É difícil entender o que se passa na cabeça do personagem, é difícil sentir suas emoções ou até mesmo desesperar-se com ela nos momentos mais tensos.
Quando busco um livro, a primeira coisa que procuro é sentir essa interação com os personagens, coisa que não ocorreu com Blackbird e tampoco com sua segunda parte, Deadfall.
Eu senti falta de conhecer mais da história de Sunny, senti falta de conhecer mais sobre Ben e Rafe, E algumas coisas me incomodaram bastante, fatos que, ao meu ver, sobraram.
A autora tentou apresentar-nos um triangulo amoroso que, infelizmente, care bastante de carisma.
Eu até gosto de um drama, de um triangulo, de sofrer porque a mocinha talvez escolheu o guri errado. Porém, existem livros, em que esse já popular clichê tão largamente usado, não funciona. Esse "romance" não condiz com a trama, e sinceramente me resultou forçado e desnecessário.
Os personagens, como já dito, não conseguiram despertar nenhum sentimento em mim, nem simpatia e nem desprezo. Simplesmente me resultaram indiferentes, algo que eu lamento muito pois acho que poderiam ter sido melhores desenvolvidos de outra maneira.
Porém, nem tudo são pedras em Deadfall, minha gente. Apesar dos percalços com a narrativa em segunda pessoa, é um livro que li muito rapidamente (terminei em 2 dias) e é o tipo de leitura que vai avançando sem sequer nos darmos conta.
A história é bem interessante, porém confusa em muitos momentos também.
A premissa é boa, de verdade. Achei original a proposta da autora e a explicação final apresentada soou coerente e crível. Infelizmente, achei que faltaram algumas explicações, houveram momentos em que as coisas ocorrem de maneira um pouco precipitada e me senti perdida durante os capítulos finais, sem entender como certas coisas ocorriam por conta dessa narrativa que me impedia de entender com quem ou de quem o narrador realmente falava.
Em resumo, Blackbird é uma daquelas histórias que pode agradar muito ou desagradar bastante. Anna Carey fez sua aposta arriscada e pode ser que para muitos leitores o livro resulte original e até mesmo divertido. Os amantes do thriller juvenil certamente irão desfrutar das cenas de perseguição e ação ocorridas em Nova York, porém, para mim, ficou a sensação vazia de que faltou algo, ou, talvez, simplesmente eu não tenha entendido a história. De uma maneira ou outra, quero deixar claro que essa é apenas uma opinião pessoal e que, muitas vezes, o que não funcionou para mim, pode ainda agradar à muitos.