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Seis Livros Que Adicionei a Minha Lista de Leitura Recentemente

terça-feira, 3 de outubro de 2017
leitores tudo bem com vocês?
Finalmente o mês de outubro chegou, já não era sem tempo. Hoje vou compartilhar todos os livros que serão resenhados no mês de outubro ( se tudo der certo, amém!) e que recentemente chegaram na minha humilde residência e falta mais um,  uma longa viagem a um pequeno planeta hostil, aguardando ansiosamente <3 


As vezes eu paro e fico olhando para este livro, sem acreditar que finalmente vou poder lê-lo.


Eu já iniciei a leitura de Frankestein  e estou amando! Esta sendo diferente de tudo que eu imaginava, merece todo o sucesso que tem viu? Em breve conto minha opinião para vocês.
Ingrid Micthell
Escorpiana, 23 anos, apaixonada por livros e uma boa musica, um desejo? Inverno para uma vida inteira! Sonho em ser publicitaria, criei o blog com intenção de levar a todos minha experiências nos muitos personagem e historias que me transforma em cada livro.


Resenha: O Beijo do Vencedor - Marie Rutkoski

quinta-feira, 1 de junho de 2017
Capa do livro O beijo do vencedorA guerra já começou. Arin está à frente dela com novos aliados e o império como inimigo. Embora tenha convencido a si mesmo de que não ama mais Kestrel, Arin ainda não a esqueceu. Mas também não consegue se esquecer como ela se tornou o tipo de pessoa que ele despreza. A princesa se importava mais com o império do que com a vida de pessoas inocentes - e, sem dúvida, menos ainda com ele. Pelo menos é o que Arin pensa. Enquanto isso, no gélido norte, Kestrel é prisioneira em um campo de trabalhos forçados. Ela deseja desesperadamente escapar. Deseja que Arin saiba o que sacrificou por ele. E deseja fazer com que o Império pague pelo que fizeram à ela. Mas ninguém consegue o que quer apenas desejando. Conforme a guerra se intensifica, Kestrel e Arin descobrem que o mundo já não é mais o mesmo. O oriente está contra o ocidente, e os dois se encontram no meio de tudo isso. Com tanto a perder, é possível alguém realmente ser o vencedor? Numa narrativa tão empolgante quanto sensível, a difícil paixão entre Kestrel e Arin alcança um novo patamar. O Beijo do Vencedor é o grande final da Trilogia do Vencedor. 
❤ Autor:  Marie Rutkoski   ❤ Páginas: 448    ❤ Editora: Plataforma 21 (V&R Editora Brasil) 

*** Esta resenha não contém spoilers

Parte final da trilogia do Vencedor, uma das distopias mais estratégicas que li ultimamente, confesso que tinha certo receio em terminar essa saga. Marie Rutkoski nos entregou duas anteriores partes tão cheias de estratégias e conflitos que se conectam e intercalam que, na minha cabeça, achava muito difícil que a autora realmente conseguisse encerrar de forma satisfatória todos os cabos soltos. No entanto, desde já adianto, que essa terceira parte não apenas encerra com maestria uma saga que, desde o princípio já pintou inovadora e original, como também conseguiu fazer desta terceira parte o melhor livro da trilogia!

O Beijo do Vencedor não apenas nos apresenta as respostas para os diversos conflitos e as constantes reviravoltas criadas ao longo dos livros anteriores, como também garante cenas de tensão, ação e conspirações diversas. O ritmo não decaiu em nenhum momento e a trama continua a se desenvolver no ritmo de um jogo de xadrez, com diversos segredos que se conectam ao fim, não permitindo que o leitor em nenhum momento possa sequer supor o desenlace da história.

Alice Duarte
25 invernos, Mãe de dois, Casada, Leitora compulsiva, Drama queen, Fashion victim, Coffee addict, Intento de blogueira. Autora do blog Um Blog Litteraire.


Resenha: O Crime do Vencedor - Marie Rutkoski

quinta-feira, 27 de abril de 2017
Resultado de imagen para o crime do vencedor marieExiste a tentação e existe a coisa certa a se fazer. E está cada vez mais difícil para Kestrel fazer a melhor escolha. Um noivado imperial significa uma celebração após a outra: cafés da manhã com cortesões e dignatários influentes, bailes, fogos de artifício e festas até o amanhecer. Para Kestrel, porém, significa viver numa gaiola forjada por ela mesma. Com a aproximação do casamento, ela deseja confessar a Arin, seu ex-escravo e atual governador de Harren: só aceitou se casar com o príncipe herdeiro do império em troca da liberdade dele, Arin. Mas será que Kestrel pode confiar nele? Ou, pior: será que pode confiar em si mesma? No jogo de poder, Kestrel está se tornando perita em blefes. Age como uma espiã na corte. Se for pega, será desmascarada como traidora de seu próprio império. Ainda assim, ela não consegue deixar de buscar uma forma de mudar seu terrível mundo... e está muito perto de descobrir um segredo tenebroso. Nesta sequência fascinante e devastadora de A Maldição do Vencedor, Marie Rutkoski desvela o alto custo de mentiras perigosas e alianças pouco confiáveis. A revelação da verdade é iminente e, quando finalmente vier à tona, Kestrel e Arin vão descobrir o preço exato de seus crimes. 
❤ Autor: Marie Rutkoski   ❤ Páginas: 360    ❤ Editora: V&R Editoras Brasil 
(Plataforma 21)

Segunda parte da trilogia do Vencedor, nessa sequência a história toma novos rumos, e alianças secretas parecem dar o tom à esta continuação de série.
Um dos fatos curiosos nessa trilogia, é que esta segunda parte, não se caracteriza como uma distopia carregada de cenas de ação, na verdade, a trilogia do Vencedor prende e conquista o leitor justamente pelo fato de ser um livro mais metódico, que nos convida a refletir em uma trama inteligente, bem planteada e bastante estratégica. 
Durante toda a leitura, é possível sentir aquele clima de que algo vai explodir à qualquer momento, é o tipo de livro que o leitor praticamente devora, sempre tendo a sensação de que uma grande surpresa está por vir, e Marie Rutkoski não decepciona, nos entregando não apenas uma trama convincente e detalhada, como também um final para deixar-nos arrepiados, nos convidando a adentrar-nos de imediato nas páginas da prometedora terceira parte, O Beijo do Vencedor. 

Essa segunda parte se inicia logo após os eventos finais da primera parte. Kestrel agora está numa alta posição de poder, sua devoção e lealdade deveriam estar com o Império valoriano, porém, seu coração ainda esta com os herranies, em especial Arin, que embora ausente e distante, deixou marca em seu coração.
Pouco a pouco, Kestrel se ve envolvida em um jogo de poder, traições, mentiras e espionagem, onde ela será a peça principal e fundamental para a sobrevivência daqueles que um dia considerou como seus inimigos. 
Arin, por sua parte, conheceremos um pouco melhor. Ainda falta algo no personagem para que ele realmente conquiste ao leitor. Falta emoção em suas acoes ao meu ver. Diria que também faltam algumas informações sobre ele. E embora eu simpatize muito com a causa herrani, confesso que os personagens correspondentes à Valoria continuam sendo os que nos trazem as mais intensas surpresas.


O livro é cheio de reviravoltas, e personagens que num primeiro momento nao pintaban de nada, aos poucos se revelam e se tornam fundamentais. E outros personagens, que pensávamos conhecer seus temperamentos e influencias, e ao final, serão uma imensa surpresa, ao mudar totalmente as regras do jogo e o futuro dos protagonistas.

Nesta segunda parte conheceremos muitos novos personagens, como o príncipe Verex, que a principio não me chamava demasiado a atenção, porém, pouco a pouco foi me intrigando ate tornar-se um dos meus personagens favoritos, justamente por sua dualidade de emoções. 
Além do príncipe, teremos um panorama mais amplo da vida na poderosa corte valoriana, conheceremos misteriosas princesas tomadas como cativas, ministros acostumados a fingir, damas de companhia que representam algo mais e um imperador que se apresenta como um vilão bastante crível. 

A ambientação segue sendo um dos pontos fortes na trama. Rutkoski sabe como desenvolver um universo interessante, original, sem se tornar cansina nos detalhes. Aos poucos novas sociedades, novos povos e novos universos vão sendo inseridos na historia, acrescentando mais intriga e mais perigos.

Certamente, o Beijo do Vencedor tem tudo para ser um desfecho épico. A autora conseguiu deixar-me com as expectativas elevadas para conhecer o desfecho final da historia de Arin e Kestrel. Realmente espero que o bom ritmo que a autora inseriu nestas duas primeras entregas se mantenha em sua parte final, e que essa trilogia, tao recomendada por tantos, possa também conquistar-me completamente. Até aqui, só tenho coisas boas à dizer e recomendo muito à todos os fas de fantasia, distopia e de uma historia de amor ambientada em um cenário de conflitos, traições e conspirações.



Alice Duarte
25 invernos, Mãe de dois, Casada, Leitora compulsiva, Drama queen, Fashion victim, Coffee addict, Intento de blogueira. Autora do blog Um Blog Litteraire.


Resenha: A Maldição do Vencedor - Marie Rutkoski

sexta-feira, 24 de março de 2017
Kestrel quer ser a dona do próprio destino. Alistar-se no Exército ou casar-se não fazem parte dos seus planos. Contrariando as vontades do pai - o poderoso general de Valória, reconhecido por liderar batalhas e conquistar outros povos - a jovem insiste em sua rebeldia. Kestrel acaba comprando um escravo em um leilão. O valor da compra chega a ser escandaloso, e mal sabe ela que esse ato impensado lhe custará muito mais do que moedas valorianas. O mistério em torno do escravo é hipnotizante. Os olhos de Arin escondem segredos profundos que, aos poucos, começam a emergir, mas há sempre algo que impede Kestrel de tocá-los. Dois povos inimigos, a guerra iminente e uma atração proibida... As origens que separam Kestrel de Arin são as mesmas que os obrigarão a lutarem juntos, mas por razoes opostas. A Maldição do Vencedor é um verdadeiro triunfo lírico no universo das narrativas fantásticas. Com sua escrita poderosa, Marie Rutkoski constrói um épico de beleza indômita. 

❤ Autor: Marie Rutkoski   ❤ Páginas: 328    ❤ Editora: V&R Editoras (Plataforma 21)

A Maldição do Vencedor foi, com certeza, um dos livros mais lidos, comentados e elogiados pela blogosfera durante o ano de 2016. Não é para menos. Se trata de uma distopia com uma ambientação interessante, personagens fortes e carismáticos e uma história de amor pausada, que pouco a pouco envolve o leitor.
O livro trata de uma guerra entre dois povos distintos: os herraníes e os valorianos. Um fato que gostei muito foi que os grandes vencedores da guerra, os valorianos, não são necessariamente reconhecidos por sua inteligencia ou nivel intelectual. Na verdade, os valorianos são apenas conquistadores de terra, invasores brutais, amantes da guerra, do sangue e dos duelos. Porém, a filha do general mais importante, Kestrel, é bem diferente de seu proprio povo. Na verdade, Kestrel bem poderia conviver com os herranies ja que ela se interessa muito mais por questões intelectuais e artísticas do que a guerra e o exército. Embora o grande objetivo de seu pai seja converter a filha em uma oficial do exército, como ele, Kestrel tenta resistir à ideia como pode. 

Os herranies, apesar de seu nivel intelectual, após a guerra ficaram reduzidos à meros escravos, sem chances de defender-se. Foram despojados de seus bens, viram suas vidas serem arrasadas pelos bárbaros valorianos e suas casas e propriedades serem tomadas pela nobreza valoriana. 
Arin é mais um entre tantos escravos. Ele sabe muito mais do que aparenta saber, mas esconde seus talentos, pois nesse mundo de repressão, destacar-se demasiado nem sempre é uma boa opção.
Quando lady Kestrel, atraída pela qualidade de ferreiro do escravo, consegue comprá-lo em um leilão, nenhum deles imagina que entre o escravo e sua dona poderá nascer uma amizade. E o improvável aos poucos vai ocorrendo, enquanto Kestrel e Arin começam a se apaixonar, em um mundo em que viver esse tipo de amor é completamente contrário às regras. 


Alice Duarte
25 invernos, Mãe de dois, Casada, Leitora compulsiva, Drama queen, Fashion victim, Coffee addict, Intento de blogueira. Autora do blog Um Blog Litteraire.


Resenha: Deadfall - Anna Carey

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
DeadfallHá uma semana a garota acordou sobre os trilhos de Los Angeles sem se lembrar quem ela é. E descobriu que faz parte de um jogo. Mas a única coisa de que têm certeza é de que estão tentando matá-la. Depois de ter sido traída por seu único amigo, ela foge para Nova York com um garoto que diz conhecê-la. Mas será que pode confiar nele? O que adianta encontrar os outros? Quem são essas pessoas? À medida que a perseguição esquenta, ela vai aos poucos recuperando a memória. Porém, seu passado não pode salvá-la, e um só movimento errado pode acabar com este jogo. 






❤ Autor: Anna Carey    ❤ Páginas: 224    ❤ Editora: Plataforma 21

Sunny agora é uma fugitiva, o prêmio de um jogo mortal. Ela sabe que possui inimigos poderosos e ocultos e que está sendo literalmente caçada. Enquanto sua memória parece voltar aos poucos, novos personagens surgem nos caminhos da protagonista, velhos conhecidos com algumas respostas das quais ela precisa. Porém, poderá ela confiar novamente em alguém após tantas traições?

Segunda parte da bilogia Blackbird, escrita pela autora Anna Carey, Deadfall parece voltar a incorrer no mesmo erro do livro anterior. Uma história com uma boa premissa, uma idéia interessante onde, porém, eu não consegui me encontrar em quase nenhum momento.
A autora nos apresenta mais uma vez sua forma de narrativa peculiar: em segunda pessoa. 
Por um lado, admiro a coragem de Anna Carey ao escrever um suspense juvenil em uma forma de narração tão inusual. Por outro lado, há certas apostas que nem sempre são certeiras e, ao meu ver, se Deadfall e sua antecessora Blackbird, tivessem sido manejados com uma forma de narrativa diferente, sinto que teria desfrutado muito mais dessa saga.

Essa forma narrativa que tanto me molestou durante a leitura, me fez impossível empatizar com a protagonista ou com qualquer um dos personagens. É difícil entender o que se passa na cabeça do personagem, é difícil sentir suas emoções ou até mesmo desesperar-se com ela nos momentos mais tensos. 
Quando busco um livro, a primeira coisa que procuro é sentir essa interação com os personagens, coisa que não ocorreu com Blackbird e tampoco com sua segunda parte, Deadfall. 

Eu senti falta de conhecer mais da história de Sunny, senti falta de conhecer mais sobre Ben e Rafe, E algumas coisas me incomodaram bastante, fatos que, ao meu ver, sobraram. 
A autora tentou apresentar-nos um triangulo amoroso que, infelizmente, care bastante de carisma. 
Eu até gosto de um drama, de um triangulo, de sofrer porque a mocinha talvez escolheu o guri errado. Porém, existem livros, em que esse já popular clichê tão largamente usado, não funciona. Esse "romance" não condiz com a trama, e sinceramente me resultou forçado e desnecessário. 

Os personagens, como já dito, não conseguiram despertar nenhum sentimento em mim, nem simpatia e nem desprezo. Simplesmente me resultaram indiferentes, algo que eu lamento muito pois acho que poderiam ter sido melhores desenvolvidos de outra maneira.

Porém, nem tudo são pedras em Deadfall, minha gente. Apesar dos percalços com a narrativa em segunda pessoa, é um livro que li  muito rapidamente (terminei em 2 dias) e é o tipo de leitura que vai avançando sem sequer nos darmos conta. 
A história é bem interessante, porém confusa em muitos momentos também. 
A premissa é boa, de verdade. Achei original a proposta da autora e a explicação final apresentada  soou coerente e crível. Infelizmente, achei que faltaram algumas explicações, houveram momentos em que as coisas ocorrem de maneira um pouco precipitada e me senti perdida durante os capítulos finais, sem entender como certas coisas ocorriam por conta dessa narrativa que me impedia de entender com quem ou de quem o narrador realmente falava.

Em resumo, Blackbird é uma daquelas histórias que pode agradar muito ou desagradar bastante. Anna Carey fez sua aposta arriscada e pode ser que para muitos leitores o livro resulte original e até mesmo divertido. Os amantes do thriller juvenil certamente irão desfrutar das cenas de perseguição e ação ocorridas em Nova York, porém, para mim, ficou a sensação vazia de que faltou algo, ou, talvez, simplesmente eu não tenha entendido a história. De uma maneira ou outra, quero deixar claro que essa é apenas uma opinião pessoal e que, muitas vezes, o que não funcionou para mim, pode ainda agradar à muitos. 




Alice Duarte
25 invernos, Mãe de dois, Casada, Leitora compulsiva, Drama queen, Fashion victim, Coffee addict, Intento de blogueira. Autora do blog Um Blog Litteraire.


Resenha: Blackbird. A Fuga - Anna Carey

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
Uma garota acorda nos trilhos do metrô de Los Angeles sem lembrar quem é. Há uma mochila a seus pés contendo uma troca de roupas, mil dólares em espécie, um número de telefone e a instrução "Não ligue para a polícia". Perguntas rodopiam em sua cabeça. Quem é ela? Como chegou ali? O que ela fez? O que significa a tatuagem de um pássaro e o código FNV02198 em seu pulso? Ela mal tem tempo para descobrir a sua identidade, e logo percebe que está sendo caçada. Precisa fugir desesperadamente. Não sabe quem são eles, não sabe em quem deve confiar. Só há uma coisa que sabe com certeza: eles estão tentando matá-la.









❤ Autor: Anna Carey   ❤ Páginas: 230   ❤ Editora: Plataforma 21

Blackbird é um livro que me deixou completamente dividida. Por um lado foi uma história que gostei e li em uma sentada, me prendeu muito e que tem um jeitão de filme de suspense juvenil com uma premissa realmente muito boa. 
Por outro lado, a narrativa não foi exatamente digna de uma medalha de ouro... Ás vezes isso acontece mesmo. Topamos com histórias geniais, porém, a maneira como são narradas acabam formando uma barreira entre o livro e o leitor e aí fica difícil "sentir" a leitura. Na verdade, acho um pouco injusto dar um 3 à um livro que li tão rápido e que me deixou vontade de seguir com a continuação... Mas também, com uma narrativa tão difícil de absorver, também acho injusto dar um 4 sabe? Daí se nota que até mesmo a minha pontuação está bem dividida dessa vez...

Blackbird é a primeira parte de uma dualogia que possuí uma premissa que pode até parecer comum, mas consegue prender desde o início.
Uma garota aparece nos trilhos do metrô. Sofrendo de uma amnésia profunda, ela não sabe para onde ir ou à quem buscar... Em sua mochila encontra apenas um bilhete com um misterioso número de telefone... Ela sabe que a única chance que tem de receber respostas é ir atrás dessa pequena esperança.
Quando a esperança se desvanece, Sunny, nossa protagonista, descobre que pode estar envolvida em um jogo sádico e mortal, no qual parece estar completamente presa. 
O desafio de Sunny é não apenas descobrir quem é, mas também descobrir quem são as pessoas que seguem em seu encalço e parecem estar determinadas em matá-la. 
A grande dúvida que surge na cabeça do leitor sempre será quem é a misteriosa protagonista que, embora apresente-se como alguém inocente, uma vítima, à todo instante novas descobertas vão aparecendo para colocar em xeque o verdadeiro caráter de Sunny (cujo nome verdadeiro sequer é Sunny... esse é um pseudônimo escolhido por ela e que será usado durante a primeira parte da saga para identificá-la).
Alice Duarte
25 invernos, Mãe de dois, Casada, Leitora compulsiva, Drama queen, Fashion victim, Coffee addict, Intento de blogueira. Autora do blog Um Blog Litteraire.


Resenha: Uma loucura discreta - Mindy McGinnis

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Boston, 1890. Asilo Psiquiátrico Wayburne. Grace Mae vive um pesadelo: forçada a passar seus dias reclusa num manicômio, em meio a insanos de todo tipo, sobressaltada por gritos de horror a cada noite. Grace não é louca. Apenas não consegue esquecer os terríveis segredos de família. Terríveis o suficiente para calar sua voz - jamais ouvida por ninguém, a não ser ela mesma, dentro de sua mente brilhante. Mas, quando uma crise emocional violenta traz sua voz à tona, Grace é confinada em um porão escuro. É nesse momento em que ela conhece o dr. Thornhollow, um estudioso de psicologia criminal. Dona de um olhar aguçado e de uma memória prodigiosa, Grace passa a auxiliar o médico em investigações.  Ambos escapam para uma instituição mais segura em Ohio, em busca de amizade e esperança. Mas a tranquilidade dura pouco: surge um assassino em série que ataca brutalmente jovens mulheres. Grace seguirá no encalço do criminoso, mesmo tendo de enfrentar seus próprios fantasmas. Em um thriller eletrizante, Mindy McGinnis explora com maestria narrativa a tênue linha entre sanidade e loucura, revelando o lado obscuro que existe em todos nós. 

❤ Autor: Mindy McGinnis ❤ Páginas: 388 ❤ Editora: Plataforma 21 ❤ ISBN: 9788592783020

"Uma loucura discreta" nos traz Grace Mae uma interna do asilo psiquiátrico Wayburne em Boston. Grace não está lá por ser louca, mas para manter as aparências de sua família, afinal uma jovem grávida sem ter um noivo é uma grande vergonha. Trancada em um ambiente cercado por insanos, Grace guarda suas lembranças para si mesma, que são tão horríveis a ponto de calar sua voz, que agora só se manifesta dentro de sua própria mente e nunca foi ouvida por ninguém da instituição. 

É nesse asilo, aguentando fortes repressões, que Grace passa por uma crise, trazendo à tona sua voz e a fazendo atacar o Dr. Heedson, causando seu trancafiamento em um porão obscuro. No subsolo, Grace conhece dois médicos que irão mudar sua vida: Falsteed, um interno capaz de ler as pessoas através dos odores que elas emanam; e o Dr. Thornhollow, um psiquiatra, estudioso do comportamento humano, que realiza cirurgias em pacientes para mudar a personalidade deles. Eles vêm em Grace uma mente brilhante, astuta, observadora e sã, e ajudam a garota a fugir daquele asilo cruel, levando-a para Ohio como assistente do Dr. Thornhollow. 

“(...) – Agora estes são os seus amigos, Grace Mae. Um maluco que se alimenta de câncer na escuridão e outro que caça um tipo diferente de assassino, o tipo que sorri para você à luz do dia. Esta é sua nova vida. Espero que consiga suportá-la. ”


Em Ohio Dr. Thornhollow e Grace moram em uma outra instituição psiquiátrica, bem mais humanitária que a de Boston, tratando os pacientes como pessoas de verdade. É no calar da noite que a garota e o doutor viram cúmplices, visitando cenas de assassinatos e montando perfis psicológicos para os supostos assassinos. Porém, tudo muda quando um assassino em série entra em cena e eles não conseguem decifrá-lo.

Sarah Fernandes
Capricorniana, futura Arquiteta, amante dos livros, louca por um bom filme e uma bela xícara de café.


Especial: O clã das freiras assassinas - Robin LaFevers

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

VEJA A RESENHA DE ‘’PERDÃO MORTAL’’, PRIMEIRO LIVRO DA SÉRIE, AQUI

Assim como em ‘’Perdão Mortal’’ que Ismae faz parte do Convento de St. Mortain e segue as ordens dele. Sybella e Annith também são servas da morte. Ambas aparecem como personagens secundárias no primeiro livro e nesses dois próximos volumes conhecemos um pouco mais a fundo a história delas. 

Em ‘’Divina Vingança’’, segundo volume da série, temos a história de Sybella, que foi mandada em missão como infiltrada no meio de sua antiga família com a promessa que conseguiria realizar seu maior desejo. O grande problema é que seu pai, D’Albret, é um homem insensível e totalmente sem escrúpulos, além de ser o mais ‘’forte’’ traidor da Duquesa Anne, por onde passa deixa rastros de crueldade e destruição; o maior desejo de Sybella é matá-lo.

Em meio a toda essa rede de mentiras, traições e desconfianças, a garota recebe uma ordem do convento ... Salvar a Fera de Waroch, o maior guerreiro do exército da Duquesa e que está preso no calabouço de D’Albret. Sybella arma o que parece ser o plano perfeito, mas quanto tudo dá errado será que a vida deles entra em perigo? Como o convento vai reagir? Qual será a reação de D’Albret quando descobrir tudo? Em meio a tantas coisas ruins será que um amor pode surgir?

“Olhei mais uma vez para os dois barões e me perguntei novamente por que Mortain os havia marcado para morrer, mas não D´Albret. Seus pecados e traições eram pequenos em comparação aos dele.Isso teria me feito questionar a própria existência de Mortain se eu não precisasse tão desesperadamente acreditar n´Ele pois, se Ele não era meu pai, então D´Albret era, e isso não poderia suportar. ”

Sybella é uma garota forte e determinada, já sofreu muito mas sempre fez tudo que pôde para ajudar aqueles que ama, sempre desconfiou dos interesses do Convento e da Abadessa, era a serva mais rebelde do convento, tem um gosto meio estranho por matar e agora planeja uma vingança contra seu pai.  Benebic de Waroch, a Fera, é um renomado cavaleiro do reino, conhecido por ser ‘’imbatível’’, o livro é descrito como ‘’feio’’ por ter muitas cicatrizes e um rosto deformado, mas não consegui formar uma imagem dele dessa forma já que a beleza interior dele se exalta em quase todas as cenas. O casal nos conquista do começo ao fim.


“Amor letal” vem para encerrar a trilogia e nele conhecemos Annith, que tem o grande sonho de sair dos portões do convento, ela não conhece suas origens, e sempre se esforçou muito para ser a melhor em tudo, mas porque então nunca mandaram ela para uma missão? Quando suas amigas, Ismae e Sybella, partem em missões, Annith percebe que tem algo errado nas ordens da Abadessa e descobre que ela está sendo preparada para função de vidente do convento, ou seja, ficará trancada ali para sempre. Assim a garota resolve fugir e se depara com Baltazaar, uma alma condenada pelo convento, e resolve seguir seu destino ao lado dele.

Annith é uma garota inocente, por viver desde recém-nascida, não possui conhecimento de mundo, nem as artimanhas necessárias para enfrentar uma missão tão perigosa quanto a de suas amigas; no começo da leitura confesso que não gostei muito dela, tive a impressão dela ser “falsa” no sentido de esconder muitas emoções e guardar muito rancor dentro de si, deu a impressão de que toda a inocência e a bondade dela era algo fingido, mas no decorrer da história essa minha primeira impressão foi desmanchada e passei a gostar muito de Annith. Baltazaar é totalmente o oposto dela, é todo sombrio e cheio de segredos, e junto com seu bando vai mostrar a Annith o que o mundo real nos reserva, além de um grande amor surgir entre eles.

“ Sei que ele queria que seus modos rudes criassem uma ruptura entre nós, que nos afastassem. Mas, por trás de sua amargura, havia sofrimento. Estava escondido muito, muito no fundo, talvez até mesmo dele, mas estava lá. Sabia disso porque Sybella tentou nos afastar exatamente da mesma maneira quando chegou ao convento. A comparação me fez parar e pensar. Seria por isso que ele me parecia familiar?”

Diferente de ‘’Divina vingança’’, o romance entre Annith e Baltazaar não me conquistou tanto assim; Annith é uma pessoa tão curiosa e teimosa, está sempre em busca de respostas, mas em relação ao Baltazaar percebi que ela foi muito condescendente, aceitou muitas coisas facilmente, sem questionar e nem ‘’brigar’’, esperava que ela fosse mais “guerreira” assim como Sybella foi.

Sarah Fernandes
Capricorniana, futura Arquiteta, amante dos livros, louca por um bom filme e uma bela xícara de café.
 
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